sentámo-nos. sobre a mesa duas chávenas: vazias. finjo uma palavra que cai -morta- no abismo da tua chávena. acendo um cigarro que geme a agonia da sua cremação; nem o levo aos lábios: já ardeu. um instante: acendi-o no tic: inflamou-se no tac.
sentados, defronte da mesa fria do café, trocamos fantasmas e evitamos olhares. naquela mesa lá longe: estamos ainda sentados: antigos: no silêncio de um sorriso: há muito tempo. mas agora: tusso uma palavra: deita-la na chávena. penso: o amor era o silêncio.
sentávamo-nos noutra mesa: ainda lá estamos: esbatidos. penso:
o amor era outra mesa.
perguntas "Entendes?"
finjo que sim: e mergulho na chávena: vazia.
sentados, defronte da mesa fria do café, trocamos fantasmas e evitamos olhares. naquela mesa lá longe: estamos ainda sentados: antigos: no silêncio de um sorriso: há muito tempo. mas agora: tusso uma palavra: deita-la na chávena. penso: o amor era o silêncio.
sentávamo-nos noutra mesa: ainda lá estamos: esbatidos. penso:
o amor era outra mesa.
perguntas "Entendes?"
finjo que sim: e mergulho na chávena: vazia.
Igor Lebreaud